sexta-feira, 13 de agosto de 2010
a dream goes on forever
Fecho os olhos para conter as lágrimas. Me sinto bem ao deitar e deixar a musica rolar enquanto aperto minha coberta, só assim para passar o medo da solidão. O dia passa, como um flash-back em minha cabeça, amo tudo por um momento, mas ao me deitar a angustia vem a tona. O sentimento da solidão sempre estará comigo, minha maior companhia ao longo de toda minha vida. Me contenho para as lágrimas não caírem. É um frenesi de pensamentos ao notar as lágrimas caírem, sinto minha garganta apertada, repugnante, querendo gritar. Tudo isso para que? quando essa angustia vai passar? Sem final, sem final, nada acabou ainda...
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
obitus veneris
Em alguns anos quando tiver esquecido você, e outras aventuras como esta acontecerem comigo por completa força de habito, lembrarei de você como simbolo do esquecimento do amor.
Pensarei nessa história a partir do horror de esquecer.
Pensarei nessa história a partir do horror de esquecer.
domingo, 18 de julho de 2010
purpose cross female
ser coração, sem coração
incompreendido, incompleto
vulgar, prazer
brain, brain, brain
sensibilidade
lagrima, sorriso
recato, mistério, euforia..
já não sei na verdade quem eu sou.
incompreendido, incompleto
vulgar, prazer
brain, brain, brain
sensibilidade
lagrima, sorriso
recato, mistério, euforia..
já não sei na verdade quem eu sou.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
fazer das tripas coração, ou vice e versa
Hoje tentei entender o amor.
Então peguei meu coração tentei conhece-lo primeiro, analisei cada cicatriz, não foram muitas, mas haviam algumas profundas, haviam também outras mais fracas, quase imperceptiveis.
Refleti cada uma, umas que valeram a pena, outras não, acabei compreendendo um pouco sobre dor, e que dor e amor de alguma forma estão ligados.
Depois vi as marcas de ódio, relembrei o quanto odiei e o quanto me arrependi de odiar.
Vieram as marcas da indiferença, do esquecimento, mas as do esquecimento eram validas apenas para as cicatrizes mais fracas. E enfim as de perceverança, mostrando a validade de cada marca, e o quanto aprendi com elas.
Conclui que o amor é complicado - odeio coisas complicadas - então segurei-o firme em minhas mãos, fiquei horas olhando para as marcas, senti raiva, talvez por não compreender a repercussão que esse sentimento causa, fechei a mão e comecei a espreme-lo com toda a força que possuo, senti minhas unhas cravando a palma da minha mão, o sangue pingava no assoalho branco e escorria por entre meus dedos, e após todas as marcas desaparecerem e ele se desfazer por inteiro, ainda sentia uma sensação estranha por todo o meu corpo, pude perceber que esse sentimento inexplicável não vinha apenas apenas do coração, corria por entre as veias, o sangue, remexia meu estomago, meu cérebro, aguçava meu sentidos, corria dos dedos dos pés até à cabeça.
Talvez ele seja indispensável para minha sobrevivência. ou talvez eu esteja errada.
Então peguei meu coração tentei conhece-lo primeiro, analisei cada cicatriz, não foram muitas, mas haviam algumas profundas, haviam também outras mais fracas, quase imperceptiveis.
Refleti cada uma, umas que valeram a pena, outras não, acabei compreendendo um pouco sobre dor, e que dor e amor de alguma forma estão ligados.
Depois vi as marcas de ódio, relembrei o quanto odiei e o quanto me arrependi de odiar.
Vieram as marcas da indiferença, do esquecimento, mas as do esquecimento eram validas apenas para as cicatrizes mais fracas. E enfim as de perceverança, mostrando a validade de cada marca, e o quanto aprendi com elas.
Conclui que o amor é complicado - odeio coisas complicadas - então segurei-o firme em minhas mãos, fiquei horas olhando para as marcas, senti raiva, talvez por não compreender a repercussão que esse sentimento causa, fechei a mão e comecei a espreme-lo com toda a força que possuo, senti minhas unhas cravando a palma da minha mão, o sangue pingava no assoalho branco e escorria por entre meus dedos, e após todas as marcas desaparecerem e ele se desfazer por inteiro, ainda sentia uma sensação estranha por todo o meu corpo, pude perceber que esse sentimento inexplicável não vinha apenas apenas do coração, corria por entre as veias, o sangue, remexia meu estomago, meu cérebro, aguçava meu sentidos, corria dos dedos dos pés até à cabeça.
Talvez ele seja indispensável para minha sobrevivência. ou talvez eu esteja errada.
Les chansons d'amour

Le mystère de tes yeux là
Ce mystère qu'en faire ?
Tu ne sais pas
Le secret de ton état
Les secrets, j'en ai des tas
Cette barrière entre nous
Cette barrière qu'en faire ?
Ce garde-fou
Passer la frontière de ton état
Les pieds sur tes terres
Regarde-moi
Si on veut combler la distance
Entre nous
Il faudrait t'accrocher plus fort
Si tu veux t'accrocher encore
A mon cou
quinta-feira, 17 de junho de 2010
quando você olha muito tempo para o abismo o abismo olha para você
Nunca sei como
iniciar um texto, mas esse é diferente. Começa com uma fotografia. É uma moça,
sentada num bar, o queixo apoiado sobre as mãos, olhos grandes e castanhos, cabelos negros,
sem simetria, um rosto diferente dessa harmonização facial degenerada, um largo sorriso, dentes bonitos, saudáveis. O sorriso e o olhar me marcaram. Gosto desse sentimento que os olhos e os sorrisos me causam, me arrepiam a pele.
Passava das
seis horas da manha quando acordei, ainda com os olhos cansados do dia
anterior. Ao lado da cama o toca-discos, uma coleção velha e gasta, apenas com
aqueles que são a bases do meu sossego diário. Highway 61 Revisited do Dylan é o que sempre fica sempre à frente na caixa dos discos, é rotina colocar para tocar Bllad of a thin man, música favorita de minha avó, faixa numero 5,
lado A. Vez ou outra coloco Belchior, Patty Smith, Pink floyd entre outros que versam a passagem caótica da vida, mas na maioria das vezes é Dylan. Fui ao banheiro, escovei os
dentes e tomei banho, dia comum, a mesma rotina.
Coloco o
casaco verde musgo, herança de minha falecida avó, a única que teve a decência de me ensinar a enxergar o mundo por trás das cortinas do espetáculo, aquela que me fez ver o truque do mágico. Saio. A claridade arde em meus olhos,
sempre que sinto esta sensação penso em comprar um par de óculos escuros, mas sempre torro meu dinheiro com maconha, alchool, discos e livros. Fui ao 'Café
da esquina', nome próprio do café que fica na esquina de onde moro, sem
criatividade, com aquelas pessoas zumbis, com aparência tão horrível
quanto a minha. E não digo aparência no mais chulo dos termos, mas no transparecer a ilusão de saber ser. Como já cantava o Canto de ossanha "O homem que diz 'sou' não é, porque quem é mesmo é 'não sou'". Dou uma olhada no local, sento no balcão e peço um café, preto,
sem açúcar, como água suja, um dos venenos que amortece a angústia de minha existência.
Todo dia a
mesma coisa, mesmo papo com o dono da cafeteria. “Será que chove?” “Viu o jogo
ontem?” e futilidades sobre o cotidiano. Tomo o café, pago e dou tchau. Ao levantar
esbarro em um homem, engravatado, boa pinta, meia-idade, desses que deve
trabalhar em uma grande empresa, casado, família de bem, mas que dorme com a
secretária. Ele pede desculpas e sai. Não fui com a cara do sujeito. Noto que
algo caiu de seu bolso, pensei em chamá-lo, mas o cara já havia saído.
Deparo-me com a tal fotografia, acho que perdi uns dois minutos admirando-a. Embasbacada parada no meio do caminho.
Não acredito
em destino, deus e nem em amor, mas sei que na minha mente alguma coisa mudou. Um gatilho. Fui
trabalhar sem ligar muito para o ocorrido, fiz tudo que meu plano de rotina
exige de mim, mas apenas ao chegar em casa me lembro da fotografia, admirei-a antes
de dormir, com um certa inveja de sua felicidade e beleza interior; dormi.
O
dia começa de novo, mas diferente, agora a fotografia vivia em meu bolso, ela me traz
certo alívio que não sei explicar. Nesse dia algo me fez mudar de ares. Levantei,
lado B, faixa 4, não fui tomar café, tomei um suco em uma lanchonete a umas
duas quadras da cafeteria, me arrependi, pois sem café meu dia fica mais
cansado do que já sou.
Viro
a esquina e me deparo com um sorriso, fico imóvel, é a tal moça dos cabelos
negros. O gatilho disparou uma bala que cravou em minha mente. Decidi não ir
trabalhar hoje. A segui, não pensei duas vezes. Sua postura que transmitia autenticidade tinha algo de virtuoso. Sua vitalidade e seu movimento, tudo me encantava. Sentia-me como uma pessoa
completamente apaixonada... não, admirada.
Tentei
chamá-la, mas as palavras não saiam de minha boca, o máximo que fiz foi olhá-la. Sentir aquilo me despertou. Ela me fez reinventar o mundo, aceitar que o começo e o fim estão interligados. Decidi largar o trabalho que eu odiava, me livrar do meu cansaço e estar em paz com o vazio. Assim ela se foi, cada vez mais longe
dos meus olhos e eu apenas sabia admirá-la. Ela foi. A fotografia ficou e a mudança do meu olhar sobre o mundo também. Marquei atrás da fotografia "Amor fati".
Assinar:
Postagens (Atom)